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Recursos Humanos e o Planejamento Estratégico

Recursos Humanos e o Planejamento Estratégico

Recursos Humanos e o Planejamento Estratégico

C.K. Prahalad, doutor em Administração por Harvard disse uma vez que “Quem não se prepara para o futuro não estará lá para desfrutá-lo”.

Pensar estrategicamente é construir o futuro. É um esforço que visa, não somente, posicionar a empresa no espaço competitivo existente, mas, sobretudo, na criação de espaços competitivos.

Pensar estrategicamente requer pessoas proativas, visionárias e realizadoras. Pessoas que não têm medo de desafiar a ortodoxia. Pessoas que influam no ambiente, ao invés de se sentirem oprimidas por ele. Pessoas que sejam proativas, ao invés de reagir àquilo que ocorre à sua volta. Pessoas que consigam visualizar o que deve ser feito e buscar sua concretização.

Pensar estrategicamente requer pessoas que fazem diferença.

Correlacionando os parágrafos anteriores com o mundo corporativo, pensar estrategicamente, inevitavelmente requer um Setor de Recursos Humanos alinhado aos anseios da organização, assim sendo, eficiência, dinamicidade e, mais uma vez, estratégia, são imprescindíveis ao Sucesso Empresarial.

A ideia de que planejar significa adivinhar o futuro é simplesmente absurda. Planejamento não é previsão. Qualquer tentativa de fazer isto é tolice. Os seres humanos não podem predizer o futuro. A melhor maneira de controlar o futuro é construí-lo”. (Peter Drucker)

E esta construção se inicia pelo planejamento.

Podemos definir planejamento estratégico como um processo integrado de uma Organização na construção de seu futuro, garantindo uma ação proativa sobre o ambiente, resultando em sua sobrevivência e crescimento.

Consiste na definição do caminho a ser seguido pela Organização, na atuação sobre o presente, visando construção do futuro.

É uma ação permanente (processo) que mobiliza toda a Organização e integra todos os planos, programas e projetos em direção ao futuro desejado.

O ambiente externo e interno é o referencial para estabelecimento das estratégias que a empresa deve empreender.

ETAPAS

  1. Explicitação da Identidade Empresarial: Negócio, missão e valores
  2. Definição da visão
  3. Análise do impacto na empresa dos ambientes externo e interno
  4. Estabelecimento de estratégias e objetivos
  5. Formulação das ações: plano de ação
  6. Divulgação e implantação
  7. Acompanhamento

ALGUMAS REFLEXÕES

  • O planejamento é um instrumento de vetor e de mudanças.
  • É uma tarefa de toda a Organização, não só dos planejadores. É fundamental o envolvimento da diretoria, assim como é importante tornar o processo o mais participativo possível.
  • É um processo de trabalho em equipe. Isto significa união, flexibilidade, ajuda mútua, resolução de conflitos, posicionamentos diferenciados etc.
  • Vai além dos critérios de eficiência operacional e ganhos econômicos: provoca mudanças de comportamento.
  • Requer uma administração transparente.
  • As pessoas não resistem ao planejamento e sim às mudanças. E, às vezes, nem às mudanças, mas ao processo como são conduzidas.
  • Para planejar é necessário:
  • Modelos mentais abertos
  • Flexibilidade: capacidade de mudar sua opinião, baseado na lógica do outro.
  • Habilidade em ouvir.
  • Uma atitude de complementação de idéias e não de oposição.
  • Sentimento de interdependência
  • Quando as pessoas realmente compartilham os objetivos e ações, elas ficam conectadas, unidas por objetivos comuns.

Planejar implica numa mudança na realidade atual. E os gestores podem se sentir ameaçados porque o planejar significa uma mudança do conhecido para uma situação futura não garantida. E, por isso, alguns gestores criam dificuldades. Gary Hamel, especialista em Planejamento Estratégico já dizia: “O gargalo fica na parte de cima da garrafa”. Às vezes.

Tão importante quanto o plano de ação é o seu controle, seu acompanhamento.

O acompanhamento objetiva verificar os resultados alcançados, sejam parciais ou finais, preenchendo os hiatos existentes entre o previsto e o realizado.

Uma das características mais importantes de um plano é sua flexibilidade.  O plano é uma fotografia de uma realidade num determinado momento.   A realidade muda e o plano tem que ser mudado.

O acompanhamento é um processo contínuo de análise e de novas decisões, mantendo a Organização em curso.

Informações sobre o autor

João BoscoJoão Bosco Castro Araújo é Mestre em Administração, Diretor da Espaço Tecnologia Empresarial, Professor na Fundação Dom Cabral e Consultor da Sociis RH. Atuou como consultor em inúmeras organizações brasileiras elevando seu padrão através de planejamentos estratégicos com foco em resultados.

Se deseja um planejamento estratégico inovador, conte comigo.

Comentários (3)

  1. José Eustáquio
    jul 18, 2016

    Excelente texto. Realmente, um planejamento deve ser considerado um norteador de fundamental importância. Pena que os gestores não percebem esse fato.

  2. Marilia Eduarda Neto
    jul 19, 2016

    Conheço o trabalho do Professor João Bosco. Excelente! Parabéns pelo texto.

  3. […] No último post do consultor e mestre João Bosco, discorreu-se brilhantemente sobre o tema planejamento, por este motivo não vou me delongar sobre esse ponto (Leia o post completo, clique aqui). […]

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