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14 fatores que influenciam na hora de você ser contratado

14 fatores que influenciam na hora de você ser contratado

14 fatores que influenciam na hora de você ser contratado

Recrutadores normalmente usam seu currículo para determinar se você está qualificado para o trabalho, e a entrevista é o que decide se você é a pessoa ideal para determinada vaga. Sabendo disso, a maioria das pessoas leva o processo em si muito a sério. Elas chegam à entrevista no horário, bem vestidas e respondem às perguntas de forma inteligente. Mas, infelizmente, isso nem sempre é o bastante. O site Business Insider mapeou diversos fatores que, surpreendentemente, podem influenciar a sua contratação. O lado ruim é que eles são muitos — o bom é que você tem controle sobre a maioria. Confira abaixo:

A hora da sua entrevista: aparentemente, 10h30 de uma terça-feira é o melhor horário para você ser entrevistado para uma vaga de emprego, segundo relatos ao site especializado Glassdoor. As pessoas se mostram mais produtivas, não se sentem apressadas em querer conhecê-los. É um horário em que o entrevistador provavelmente já teve tempo para checar emails, tomar café e estar pronto para sua chegada. Compare essa cena àquela de você ser o último compromisso do seu entrevistador em um determinado dia — ele pode não estar com atenção totalmente focada em você e já estará pensando nas prioridades que têm após o trabalho. Entrevistas que antecedem ou sucedem um almoço são ruins — já que podem durar pouco ou poder te fazer esperar um bom tempo.

O tempo do dia da sua entrevista: pesquisadores da Universidade de Toronto (Donald Redelmeier e Simon D. Baxter) apontaram que candidatos à residência médica se saíam pior nas entrevistas que ocorriam em um dia chuvoso do que aquelas que ocorriam em um dia ensolarado. “Aqueles que foram entrevistados em um dia chuvoso receberam uma pontuação 1% menor do que aqueles entrevistados em dias ensolarados.” A diferença foi crucial para a admissão. A pesquisa analisou 3 mil candidatos em um período de seis anos.

Quão cedo você chega: você pode achar que chegar cedo a uma entrevista é muito melhor do que chegar atrasado, mas atenção. Chegar excessivamente cedo pode diminuir suas chances de se sair bem. “É claro que alguns minutos antes é uma boa ideia, mas não apareça no local meia hora antes”, disse Lynn Taylor, autora do livro “Como gerenciar comportamentos imaturos e prosperar no trabalho”. “Chegar muito cedo pode te deixar muito ansioso e colocar ainda mais pressão em sua entrevista. Se você tem tempo livre, aproveite para colocar seus pensamentos em ordem, dar uma caminhada rápida e ganhar foco.”

Se seu concorrente faz entrevista no mesmo dia que você: é difícil saber exatamente quando seu “rival” está sendo entrevistado, mas se por acaso chegar a seu conhecimento, agende sua entrevista em um dia diferente do dele. Pesquisadores mostram que o fato de você se considerar qualificado ou não para uma vaga depende de quem você sabe que está concorrendo também.

Se você se sente poderoso: você acredita que tem habilidade de influenciar outros? Se você não fizer isso, deve tentar ao menos fazer uma pose de poder dois minutos antes da entrevista, seguindo o conselho da professora de Harvard e psicóloga Amy Cuddy. Aquela pose mulher maravilhosa, conhece? Com seus braços e cotovelos para fora e queixo levantado. Segundo Cuddy, isso irá aumentar sua crença em suas habilidades e seus níveis de testosterona, o hormônio dominante que faz você se sentir mais confiante e poderoso. Você pode fazer essas poses em um elevador ou até mesmo no banheiro. Apenas certifique-se que você está sozinho para que você possa realmente se concentrar na mudança em sua química do corpo.

O que você faz enquanto aguarda ser chamado para a entrevista: “tomar café, comer, mexer em seu celular não é a primeira impressão que você quer passar ao seu recrutador ou à recepcionista”, diz Taylor. Já que você não sabe exatamente o momento em que ele irá aparecer, esteja sempre pronto. Ela sugere que você mantenha as mãos livres para estar preparado para um cumprimento ou aperto de mãos quando ele aparecer — ou seja, deixe seus pertencentes pessoais em uma cadeira ou mesmo no chão. “Você precisa mostrar organização e atenção.” Reveja anotações ou o próprio material que geralmente as empresas fornecerem aos visitantes.

Como você trata a recepcionista ou o motorista da empresa: empregadores gostam de saber como uma pessoa interage com as outras, então uma tática comum após uma entrevista é perguntar a recepcionista sobre os candidatos que chegaram. O CEO da Zappos, Tony Hsieh, afirmou em entrevista ao The Wall Street Journal que ele pede ao motorista do transporte que pega candidatos que diga se eles foram educados ou rudes. “Muitos dos nossos candidatos a emprego vêm de fora da cidade então nós vamos buscá-las no aeroporto ou em uma rodoviária e eles acabam passando o dia todo por aqui para entrevistas”, disse Hsieh. “Ao final do dia de entrevistas, o recrutador vai perguntar ao motorista como o trataram. Não importa o quão bem o candidato foi ou não dentro da nossa empresa, se ele não tratou bem quem o trouxe até aqui, nós não vamos contratá-lo.”

Se você aceita o café que te oferecem: se eles te oferecem algo para beber além da água — especialmente café — não aceite. O recrutador não vai querer gastar 10 minutos apenas esperando o café chegar ou você bebê-lo, segundo John B. Molidor e Barbara Parus, autores de “Como agir com um pouco de loucura para conseguir um emprego”.

A cor da roupa que você veste: Azul e preto são as melhores cores — enquanto laranja é a pior escolha, segundo pesquisa realizada pelo site CareerBuilder. Cores conservadoras, como preto, azul, cinza são as alternativas mais seguras para conhecer alguém pela primeira vez em um encontro profissional. Vermelho é uma cor poderosa, mas você deve considerar que pode acabar aparecendo mais que seu entrevistador.

Pautar suas respostas de acordo com a idade de quem te entrevista: diferentes gerações são impactadas por diferentes valores. Esteja consciente da idade do seu entrevistador ao moldar suas repostas, aconselha Molidor e Parus. “Com um pouco de prática você pode afiar melhor o discurso que cada geração carrega. Usando seus valores de uma linguagem diferente”, dizem.

Não sente antes de te pedirem — e mantenha a postura: mostrar respeito pelo espaço do entrevistador é algo fundamental — e isso vale para esperar a hora que ele oferece que você se sente. Evite cair na cadeira e lembre-se de se inclinar para frente, mostrando interesse no entrevistador. “Mesmo que sinta que a discussão está indo para um caminho incerto, mantenha o seu equilíbrio, postura e inflexão. Isso às vezes pode ajudá-lo a mudar as coisas.”

Cuidado com o que você faz com suas mãos durante a entrevista: algumas dicas para mostrar mais confiança e segurança:

– mostrar a palma das mãos indica sinceridade
– manter a palma das mãos para baixo significa dominância
– pressionar os dedos de modo a formar uma torre de igreja é sinal de confiança
– colocá-las no bolso da calça é sinal de que você pode estar escondendo algo
– deixar seus dedos na mesa do mesmo modo que os utiliza em um mouse por exemplo — e fazer toques na mesa — é sinal de impaciência

As perguntas que você faz ao entrevistador: elas importam — e muito. Talvez você seja capaz de responder a todas as perguntas que lhe foram dirigidas, mas é sempre bom deixar a entrevista tendo feito algumas. O livro “301 Respostas inteligentes para perguntas em entrevistas difíceis” aponta algumas ideias: Quais são os maiores problemas que a empresa enfrenta atualmente?; qual é o tipo de empregado que tende a ter sucesso aqui?

A linguagem corporal: especialistas dizem que quando as pessoas gostam um do outro elas espelham a postura corporal e certos movimentos. Se você não espelhar a linguagem corporal do seu entrevistador, pode parecer que não está interessado no que ele está dizendo ou mesmo que você está mentindo. Obviamente, você não precisa ir a extremos — como coçar o nariz toda vez que o entrevistador o faz. Trata-se de algo sutil, como cruzar as pernas ou virar um pouco a cabeça.

Fonte: Época Negócios

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